SUPRILOJA CARTUCHOS DE QUALIDADE

LTO EM EVOLUÇÃO: DA PRIMEIRA À NONA GERAÇÃO

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Quando falamos em armazenamento corporativo, poucas tecnologias carregam tanta confiabilidade quanto o LTO. Desde o lançamento da primeira geração, em 2000, até a atual nona geração, a evolução é impressionante. O Linear Tape-Open se tornou um padrão universal para backup, arquivamento e preservação de dados, combinando alta capacidade com custo competitivo.

 

No início, o LTO-1 já surpreendia pelo potencial. Com capacidade nativa de 100 GB e velocidade de gravação de 20 MB/s, atendia bem às demandas da época. A compatibilidade entre gerações também já era considerada, algo que permitia certa flexibilidade no uso. Contudo, a limitação de espaço logo exigiu saltos tecnológicos.

 

A segunda geração trouxe avanços relevantes. O LTO-2 dobrou a capacidade nativa para 200 GB e aumentou a taxa de gravação para 40 MB/s. Esse crescimento constante marcou a identidade da família LTO, pois cada nova geração passou a dobrar ou quase dobrar tanto a capacidade quanto a velocidade.

 

Com o LTO-3, lançado em 2004, a capacidade atingiu 400 GB nativos. A taxa de gravação chegou a 80 MB/s, consolidando a tecnologia como solução de longo prazo. Além disso, foi a partir dessa geração que surgiu o recurso de WORM, ideal para arquivamento inviolável. Esse detalhe reforçou a segurança em setores regulados, como saúde e finanças.

 

A evolução não parou. O LTO-4 trouxe 800 GB nativos e gravação de 120 MB/s. Também introduziu a criptografia por hardware, tornando-se indispensável para empresas que precisavam proteger dados sensíveis. Essa camada extra de segurança fortaleceu o uso da tecnologia em ambientes corporativos mais críticos.

 

Na quinta geração, o salto foi ainda mais significativo. O LTO-5 passou a armazenar 1,5 TB nativo, com taxa de gravação de 140 MB/s. Outro destaque foi a introdução do particionamento, permitindo funções de LTFS. Isso transformou a fita em um meio mais acessível, semelhante a um disco rígido, simplificando o manuseio de arquivos.

 

O LTO-6 seguiu essa lógica e elevou a capacidade nativa para 2,5 TB, além de registrar velocidade de 160 MB/s. Nesse ponto, a tecnologia já competia diretamente com soluções de disco e nuvem em muitos aspectos, mas com custo por terabyte extremamente atraente.

 

O LTO-7 representou outro grande salto. Atingiu 6 TB nativos e alcançou taxas de gravação de 300 MB/s. Essa geração consolidou o papel do LTO como a solução preferida para grandes centros de dados e provedores de backup em escala. A relação entre custo e capacidade ficou ainda mais favorável.

 

Com o LTO-8, a capacidade nativa dobrou novamente, chegando a 12 TB, enquanto a velocidade alcançou 360 MB/s. A compatibilidade continuou sendo ponto forte, pois leitores conseguiam lidar com gravações de até duas gerações anteriores, o que facilitava migrações.

 

Finalmente, o LTO-9 trouxe um novo marco. A capacidade saltou para 18 TB nativos, com velocidade de gravação de até 400 MB/s. Esse avanço mostra como a tecnologia permanece atual e competitiva, mesmo diante do crescimento da nuvem. Muitas empresas optam por manter backups híbridos, combinando LTO com armazenamento em data centers.

 

Em relação aos preços, cada nova geração sempre trouxe custo inicial mais elevado. Porém, ao longo do tempo, os valores se tornaram acessíveis, principalmente quando comparados ao custo por terabyte de discos rígidos ou SSDs. Dessa forma, o LTO ainda garante excelente custo-benefício, especialmente para arquivamento de longo prazo.

 

Olhando para trás, fica claro que a evolução do LTO não foi apenas em números. Houve avanços em segurança, praticidade e compatibilidade, sempre mantendo a confiabilidade como prioridade. Do LTO-1 ao LTO-9, a tecnologia se reinventou, mas nunca deixou de ser referência em armazenamento corporativo.

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