SUPRILOJA CARTUCHOS DE QUALIDADE

FITA QUE NÃO MORRE: POR QUE O LTO AINDA REINA NO BACKUP CORPORATIVO

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Quando falamos de backup, logo pensamos em soluções modernas e digitais. No entanto, o LTO continua firme como uma das tecnologias mais confiáveis para armazenamento em larga escala. Criado para durar, ele conquistou seu espaço no mercado e ainda é um recurso essencial para muitas empresas.

 

O LTO, sigla para Linear Tape-Open, surgiu no final da década de 1990. Ele foi desenvolvido por um consórcio formado pela IBM, HP e Seagate, com o objetivo de padronizar o uso de fitas magnéticas. Diferente de soluções fechadas, o LTO foi criado como uma tecnologia aberta, garantindo compatibilidade entre fabricantes. Esse detalhe foi crucial para sua expansão global.

 

A cada nova geração, a capacidade de armazenamento em uma única fita aumentou consideravelmente. Hoje, um cartucho LTO pode alcançar dezenas de terabytes, dependendo da compressão utilizada. Além disso, a longevidade dos dados é impressionante: quando armazenados corretamente, podem durar até trinta anos. Essa durabilidade é algo que muitos sistemas em nuvem ainda não conseguem garantir da mesma forma.

 

No ambiente corporativo, o LTO se tornou indispensável. Grandes bancos, produtoras de cinema, hospitais e órgãos governamentais ainda confiam nele para arquivar informações críticas. Hollywood, por exemplo, utiliza fitas LTO para guardar cópias brutas de filmes, preservando material que precisa resistir por décadas. Empresas de mídia e instituições financeiras também seguem o mesmo caminho, priorizando a segurança e a confiabilidade.

 

O segredo para sua sobrevivência não está apenas na tradição. O LTO combina segurança física, custo acessível e escalabilidade. Diferente do armazenamento em nuvem, que depende de conexões rápidas e constantes, a fita pode ser guardada em ambientes totalmente offline. Isso reduz significativamente os riscos de ataques cibernéticos e perdas causadas por falhas de rede.

 

Outro ponto importante é o custo-benefício. Embora a nuvem ofereça praticidade, o gasto acumulado em longos períodos pode ser muito alto. Já o LTO exige um investimento inicial em drives e cartuchos, mas depois se torna extremamente econômico. Cada terabyte armazenado em fita sai muito mais barato do que em nuvem, principalmente quando falamos de grandes volumes. Por isso, corporações que lidam com petabytes de dados continuam apostando na tecnologia.

 

Empresas como Amazon, Google e Microsoft, que oferecem serviços de nuvem, também utilizam fitas magnéticas em seus próprios datacenters. Pode parecer contraditório, mas isso reforça o valor do LTO no cenário atual. Elas entendem que, mesmo com toda a infraestrutura digital, as fitas ainda são imbatíveis quando o assunto é retenção de longo prazo.

 

Vale destacar que o LTO também evoluiu em segurança. As últimas gerações oferecem criptografia nativa, garantindo que os dados fiquem inacessíveis a quem não tiver autorização. Além disso, contam com recursos como WORM (Write Once, Read Many), que impedem alterações após a gravação, sendo ideais para registros fiscais e jurídicos.

 

Apesar da ascensão do armazenamento em nuvem, o LTO se mantém relevante porque resolve um problema específico: o arquivamento de grandes volumes por muito tempo, com baixo custo. Muitas empresas adotam uma estratégia híbrida, usando a nuvem para dados de acesso rápido e o LTO para arquivos que precisam ser preservados por décadas.

 

O futuro do LTO não parece ameaçado. Novas gerações já estão planejadas, prometendo capacidades ainda maiores. Enquanto isso, corporações seguem equilibrando modernidade com tradição, aproveitando a força das fitas para manter informações seguras e acessíveis.

 

Em um mundo que valoriza a velocidade e a instantaneidade, o LTO mostra que nem sempre o mais novo substitui o que já funciona. Sua combinação de custo, durabilidade e confiabilidade continua garantindo um espaço essencial no universo dos backups corporativos.

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